Primeiras impressões Kia Rio – Como anda a promessa da Kia

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Primeiras impressões Kia Rio – Como anda a promessa da Kia

Primeiras impressões Kia Rio – Como anda a promessa da Kia

Como membro de um pequeno segmento B, a quarta geração do modelo sul-coreano não economiza. Com uma frota de carros de teste já fabricados, a Kia deixou eu dar uma volta por Maryland, ao nordeste de Baltimore. E assim como o grande campo verde, o pequeno Rio tem o poder de surpreender de forma incrível.

Começando pelos números, o “melhorado” motor 1.6 a gasolina perdeu potência (de 140 para 132 cv) e torque (de 12,5 para 12,1 kgfm) e o Kia Rio ganha cerca de 70 kg mais pesado. Mas isso faz a diferença? Não na prática. O pico de torque aparece em rotações mais baixas que em seus concorrentes. De acordo com a Kia, isso foi feito para o tipo de condução que o Rio mais irá ser usado: o urbano. Melhor resposta no anda e para do tráfego dá uma sensação maior de conforto ao motorista. Na estrada, o pequeno Kia anda bem para seu porte.

Para um 4 cilindros o motor não é fraco. Com o pé embaixo, ele não será o campeão das arrancadas, mas se o motor falasse, ele diria “vamos lá, eu aguento” no lugar de um “sério que você quer ir mais rápido?”. Há um modo Sport no câmbio, mas parece mais um placebo. Quando ativado, muda a resposta do acelerador e rotação de troca das marchas, girando um pouco mais, e apenas isso. Em outros Kia, o Sport modifica o peso da direção, mas isso não acontece no Rio. Pode deixar desligado, o Rio se sai melhor trocando as marchas logo cedo.

Disponível com câmbio manual ou automático de 6 marchas, o Kia Rio é vendido nas variantes sedã e hatch. Com o automático, o motor rende melhor na faixa das 2.250 rpm. As trocas de marchas não são totalmente suaves, mas não há buracos entre elas. E assim como o modo Sport, o modo manual está ali apenas por estar. Eu testei. É OK. Mas para que isso se não há pedal de embreagem? O consumo estimado é de 12,3 km/l na cidade, 15,7 km/l na estrada e 13,6 km/l no combinado quando equipado com o câmbio manual. O automático vai para 11,9/15,7/13,6 km/l, respectivamente.

O novo acerto da suspensão dá ao Rio uma baixa rolagem de carroceria e uma direção surpreendentemente precisa – algo que muitos motoristas ainda prezam. O novo motor é silencioso. De fato, boa parte da experiência de direção é relativamente silenciosa, até mais que alguns carros maiores. Usando mais adesivos estruturais e pontos de solda não muda a dirigibilidade, mas melhora os ruídos, vibrações e barulho de vento.

O modelo 2018 tem o maior entre-eixos da sua categoria, com 2.580 mm. Em comprimento, são 4.384 mm no sedã e 4.064 mm no hatch, o que representa 15 mm a mais que o anterior. Há 5 mm a menos que foram tirados da altura, mas o design do Rio o deixa ainda bonito.

A assinatura da Kia, o “Nariz de Tigre” está na grade dianteira, mas há um aplique em preto na versão EX. Os novos faróis são puxados para trás enquanto os faróis de neblina foram reposicionados mais altos e para as extremidades para dar uma aparência mais larga. Uma maior abertura e agressiva parte baixa dá ao Rio um visual mais nervoso, ao contrário do anterior, mais suave e redondo.

A mais, os retrovisores saíram das portas e foram para as colunas A. É uma estratégia oposta ao que está sendo feito pela concorrência. A visibilidade melhora graças a um espaço criado quando ele está nas portas. Mesmo assim, a visibilidade é boa, mas ainda há o ponto cego, principalmente pela larga coluna C.

A traseira foi completamente redesenhada para ficar mais agressiva. Por dentro, o Rio traz janelas maiores e painéis de porta mais baixos. O Rio parece estar em um segmento superior.

O interior foi completamente refeito. Os materiais são novos e melhores. Mesmo as partes plásticas estão mais para um modelo premium que para um popular. Os botões centrais estão concentrados, enquanto os da climatização estão maiores, e o painel tem uma aparência mais desenhada e que cria mais espaço para os joelhos, o que meu passageiro agradeceu. Uma cabine acolhedora, mas não desconfortável. E mesmo com os equipamentos da versão de entrada, a LX, com as rodas de ferro de 15″, vidros manuais e detalhes externos sem pintura, não imagino um nível de interior muito diferente das demais.

Os bancos do Rio foram melhorados com novas espumas, e mesmo após um dia inteiro dirigindo, não me senti cansada. Não muito reforçado, mas bem acabado, o tecido do interior faz de toda a condução bem tolerável.

Na versão S, você leva um exterior um pouco diferente e itens como a partida e abertura de portas com chave presencial, piloto automático, Bluetooth e vidros e retrovisores elétricos. O topo de linha EX segue o mesmo caminho com as rodas de 15″, coluna de direção regulável em altura e profundidade, painel de instrumentos com tela de 3,5″ e um sistema de entretenimento UVO3 com tela de 7″ substitui o sistema com 4″ das versões de entrada.

Android Auto e Apple CarPlay fazem parte do sistema UVO, que usa uma das telas mais responsivas que já testei. As mudanças de tela são rápidas como em um smartphone. Há zero delay entre a seleção e operação dos comandos. E o acabamento fosco da tela tem bom toque e não deixa marcas de dedos, além de não mudar quando estamos com óculos polarizados. O lado negativo é que, nas fotos, a tela parece mais simples do que realmente é.

No geral, o interior do Rio é limpo, minimalista e, realmente, quão chique um carro de US$ 14 mil precisa ser? Os itens de segurança são os mesmos em todas as versões, exceto pela câmera de ré que vem a partir da S e apenas no EX há monitoramento de pressão de pneu de alta velocidade (de baixa no LX e S), freio automático e aviso de colisão traseira. A mais, o Rio é equipado com duplo airbag, Isofix, ABS e controle de tração e estabilidade com assistente de partida em rampas. Gostaria que o Rio tivesse aviso de ponto cego, o que poderia ser item básico em veículos independente do tamanho.

Previsto para ser vendido no fim deste ano (a produção total começa em outubro), o preço do carro completo ainda não está disponível, mas a Kia diz que o novo Rio será mais barato que o anterior. O LX Sedan manual custa US$ 13.990, e como a versão hatch agora possui a versão manual, o preço vai para US$ 14.290. Como referência, o Toyota Yaris de entrada começa em US$ 15.635 e o Nissan Versa, US$ 15.480.

Com as novas gerações de carros começando em US$ 35.000, ter uma opção abaixo dos US$ 20 mil (pois o bolso é apertado) não significa que precise sacrificar diversão, itens e acabamento. O novo Kia Rio, mesmo neste preço, é um bom concorrente e um dos mais baratos do mercado americano.

 

Fonte: carplace